8 de novembro de 2007

Times like these

Como eu queria agora, chegar nessa ponte e poder jogar a tv do meu quarto, que foi comprada quando meus pais se casaram, jogar meu colchão duro que odeio, todos meus papéis de revisão do PSIU, as borrachas mordidas, o almoço péssimo de hoje, meu stress e cansaço desse momento que não passam mas só intensificam, minhas dores musculares com diagnósticos sem sentido. Tudo isso, porque eu quero esse fim de ano passe logo, para que possa aprender a viver de novo, a me entregar e entregar de novo, a amar de novo, muitas e muitas vezes. Pra ver um nascer do dia novinho em folha.

7 de novembro de 2007

Eu em 8

Essa fanfarrona querendo me conhecer melhor, inventou esse joginho e mandou eu brincar também, safada! ;D

“8 fatos aleatórios sobre você”

1 – “Quem canta, seus males espantam”, no meu caso, só se os meus males forem o restante do mundo. Definitivamente eu sou totalmente fora do ritmo, e é fato comprovado por qualquer um que já ouviu. Mas mesmo assim, canto todos os dias e todas horas, quando dá vontade.

2 – Eu bati o meu nariz na vitrine da porta de uma loja quando eu ia entrando, e alguns dias depois tive que fazer uma cirurgia pra ajeitar o desvio e tirar alguns ossinhos.

3 – Eu brigo com minha irmã qualquer hora, em todos os lugares por qualquer coisa. Todo mundo que anda com a gente já sabe que a qualquer momento, a gente pode se desentender e começar a gritar sem parar, e daí pra ela pular no meu pescoço basta um peido, literalmente.

4 - Eu tenho um distúrbio sem sentido de contar histórias do meu pai e da minha mãe que nunca aconteceram, talvez todas eu tenha visto nos meus sonho, prefiro pensar assim do que simplesmente a idéia de que inventei do nada. Ex.: dizia que minha mãe era aluna do Draúsio Valera :/(como assim doido?!) e que meu pai ficou internado durando 1 ano no hospital por causa do transplante de rim dele, o transplante existiu, graças a deus se não eu ia achar que tava doido mesmo, mas ficou internado só um mês.

5 – Eu como nissin miojo todo dia, por mais que eu jante ou saia pra comer, quando chega a madrugada, eu faço um. E ponho tudo o que tiver na geladeira como assado de panela, peito de frango, queijo, presunto, ketchup, verdura, sardinha, atum, acho que até agora nunca misturei com alguma fruta. E nem pretendo, ainda :/.

6 – Eu tenho uma meta de conseguir realizar quatro dessas proezas ao mesmo tempo: arrotar, dar um mijão, cagar, tossir, espirrar, peidar, soluçar ou bocejar. Eu já consegui (mijar/cagar/espirrar) (mijar/cagar/tossir), (mijar/cagar/arrotar), (arrotar/espirrar/peidar) e (espirrar/tossir/peidar –> enquanto escovava os dentes, foi um momento único.

7 – Eu sorrio nas horas mais inoportunos. Num tem clima de velório, tenso e triste, pois é ...

8 – Toda vez que eu vou ao cinema, sempre alguém estranho senta do meu lado, na minha frente, ou diagonal, que seja, sempre tem algum malokeiro por perto que bebe 6 latinhas de Brahma depois dorme, ou é um velho incomodado e resmugão que fica olhando torto direto pra mim, ou alguém que tem o pé mais fedorento do mundo resolve tirar seu tênis bem na nossa frente ou atrás.
*as histórias da estréia de harry potter nem comento, por que nesse caso o mais doido sou eu, ou com quem eu estou andando ¬¬’.


2 de novembro de 2007

Finadospost


"Eu estava pensando na morte, em ver como vamos morrer.
Por um lado, se a gente só pensasse na morte ... podia enloquecer.
Mas também podia ser útil, não é?"

Por que será que não estou nem um pouco melancólico ou triste?. Graças a deus, ninguém do meu convívio social intimo morreu ainda, talvez seja por isso que o dia dos finados ainda seja um feriado como outro qualquer pra mim. Talvez considerar esse dia como um qualquer, seja ofensivo e desrespeitoso para qualquer um que esteja agora chorando encima de uma lápide, e principalmente para aqueles que estão debaixo delas. Mas não quero falar dos mortos em si. Hoje, a única coisa que prefiro pensar a respeito deles, é que estão em paz e não a por que perturbá-los com um “finadospost”, por isso também não quero que me perturbem também, ok!? peloamordedeus!

No dia dos mortos, a única coisa que eu via em mente, era passar o dia assistindo os filmes que aluguei deitado na cama, comendo o sorvete de goiaba que só minha mãe sabe fazer. Nada de falar sobre o passado, ou visitas ao cemitério. Infelizmente, não foi preciso falar, bastou pensar e de repente veio a minha mente perguntas que surgem não muito freqüentemente em um dia muito suspeito: Quando vou morrer? A minha mãe vai primeiro? Ou minha irmã? Como? Onde? Se eu ver, eu posso impedir que aconteça, ou pelo menos atrasar por um tempo? Ou já tá escrito e “minha hora” vai chegar e não a nada que eu possa fazer. Por que?. Na verdade, esse tipo de pergunta quase nunca são questionadas por mim, todo vez que penso em morte, penso como seria se eu morresse e a forma heróica e trágica que eu queria que fosse. Uma maneira que eu projetei pra tentar fugir da depressão que esse fato traz para nós, meros mortais.

Pensar sobre ela, muitas vezes levam em nada, ou então a constatações inúteis como achar que Deus deve se divertir vendo a gente lá de cima quando se trata da “morte”, o nosso desespero quando se aproxima, o fato de que anos de pecados, e de repente minutos antes de partir, queremos nos purificar e ter o seu perdão, e pensar como Ele é misericordioso e nos deixará entrar em seu reino. Até mesmo dos devotos que vão a Igreja todos domingos, e ouvem os sermões do padre, e tendo fé em tudo que ele diz, e principalmente quando alega que teremos “a vida eterna no reino de Deus, e abençoada que está agora ao lado Dele”, mas quando algum parente morre, a cena que Ele vê, não é de ninguém alegre por que foi ao seu encontro, e sim de uma mãe de meia-idade chorando encima do caixão do filho de 12anos, se questionando “como o Senhor pode tirar meu filhinho de mim, qual o seu propósito com isso?”.
Eu sei, talvez não seja tão engraçado assim, que dizer, onde está a graça ai?, Acho que o fato de escrever sobre a morte, não me deixou nem triste e nem melancólico, mas sim como ela, irônica.

"A morte fala-nos com uma voz profunda para não dizer nada”

28 de outubro de 2007

Outubro, nada! a declarar


Quero dizer que não sou negativo, pelo contrário, sempre tento ver o que passou, da forma mais positiva, mesmo que com uma explicação absurda, por isso não sei por que não gostei, ou por que estou refletindo sobre esse mês, que olhando assim não foi tão ruim, na verdade, não foi nada!, mas também não é que não tenha acontecido nada!, foi até ...). Vamos pular essa parte, porque se continuasse a escrever, começaria a pensar que foi muito bom, quem sabe até o melhor do ano, e mais uma vez, não comentaria sobre o fato de não ter acontecido nada! de relevante.

1ª de Outubro: Eu acordo com o pé esquerdo, e simplesmente tudo começa a dar errado, e o maldito passo que dei com o “pé errado” fez com que acarretasse numa série de acontecimentos que não causaram nenhuma catástrofe, mas também não somaram em nada!, o que de fato não é uma coisa muito boa, não que preferisse que acontece algo ruim, ao invés de nada!. Mas o nada! muitas vezes, e na maioria das vezes, de fato, é uma coisa ruim. E é baseado nessa tese que escrevo esse post, uma idéia que veio do nada!, que não vai somar em nada! para quem estiver lendo, por que afinal de contas é falando quase nada! sobre um mês, que para mim não significou nada!.

1ªsemana

Essa foi a semana que realmente foi o auge do nada! de Outubro, simplesmente estava me recuperando de uma cirurgia. Também não posso comentar muito sobre essa primeira semana, porque passei mais tempo dormindo do que acordado. Não só pelo fato de que queria evitar as pessoas, porque não estava apresentável, mamãe define bem minha expressão como “rosto com os olhos fundos”. Também estava muito, muito cansado, talvez dos remédios, ou talvez do próprio nada!.

2ªsemana

Do nada!, eu passei fazer algo, retiro o que disse em que é melhor acontecer alguma coisa do que nada!. Se já estava chato, monótono, e tediante piorou muito mais quando voltei a escola, e lembrei que apesar de ter um atestado que me livrava de um simulado, ainda faltava mais um naquele mês, e infelizmente também não tinha nenhum atestado para me livrar do “simuladão” do fim do ano. Detalhe: estudar em dobro, devido as faltas.

3ªsemana

Semana das olimpíadas, literalmente ninguém faz nada! antes de começar os jogos, mas é um nada! bom ôôô e como é!.

4ªsemana

Relativamente não aconteceu nada!, que eu posso comentar aqui uiii haha, viu, o mês nulo chega ao seu fim, e tudo começa voltar como era antes, as maloquerages, o relaxamento em pleno vestibular, até voltar a escrever aqui. Por sinal, já estava começando a pensar que tinha era desistido, perdido a vontade, sei lá... sabe como é, essas idéias que surgem do nada!.

4 de outubro de 2007

Ai meu nariz!















Nariz, ai, meu nariz,
Vende-se este apêndice ou então se dá de graça,
Pedùnculo antiestético, grosseira massa,
Que nada tem de belo ou de poético,
E é uma desgraça o dito cujo narigão,
Ao qual só há uma solução, que é drástica,
Preciso urgentemente de uma plástica.

Nariz, ai, meu nariz,
Ria o mundo imundo, não faz mal, eu sou feliz,
Não sabem o porquê desta felicidade,
A minha personalidade está neste nariz,
Que além de lindo, é um romântico sensual,
Pois toda vez que beija a namorada, idolatrada,
Quem chega na vanguarda é o meu nasal,
E ponto final.


[periodo de recuperação . . .]

28 de setembro de 2007

Honra: a poesia do dever

puta que pariu! porque não nasci num lugar como esse!...ô calor infernal!

As históricas e grandiosas guerras de samurais agora só nos restam em páginas velhas e filmes épicos. Os combates de hoje, perderam a essência, a força, a sede pelo sangue, a fome pela carne fresca, o barulho dos ossos estraçalhando. O dever de derrotar, aquele que considera inimigo, de forma digna e leal, acabou. Terminou uma época, onde homens lutavam por ideais, e outros pelo simples desejo insaciável de batalhar, definitivamente, não era um mundo para covardes, e sim, para os que prezavam pela sua honra, e a guerra. Essa última, era artística, sangrenta, barulhenta, e evolvente. Um local sagrado, um ritual, no qual não era todos que saiam vivos, e esses que permaneciam eternamente debaixo dessa “terra santa”, se vangloriaram por um dia poder ter vivido aqueles momentos finais. Morreram também, com a certeza de que, até o último suspiro, honraram a si mesmo, e principalmente, a sua família, mulher amada ou sua pátria. E agora, aqueles que lutaram por um ideal, estão mortos, e os poucos descendentes que restaram, estão sendo massacrados por aqueles que sugam e banalizam os princípios vitais dos homens.

Não há mais tantas guerras, se é que pode chamar de “guerra”, o massacre de forma propriamente dita que é o que acontece hoje. São desleais, injustas e desonestas, sem lideres em frente no campo de batalha, ou código de honra. Os homens não lutam mais por devoção ao seu país amado. Eles lutam pelos benefícios de que estar na guerra pode lhe fornecer, esperando pelo momento em que possam retornar. Também não lutam por seu amor eterno, primeiro, porque “amor eterno” não ta na moda, e segundo, porque o sentimento de respeitar um ao outro e os laços matriarcais, já é “coisa do passado”, coisa de família antiga, essas por sinal, não são mais tão grandes e unidas, e tão pouco, possuem para aqueles que as compõem o mesmo valor de antes.

As vezes, muitas vezes por sinal, acho que em vidas passadas (não que acredite que exista) devo ter sido um guerreiro japonês, porque tenho essas lembranças, súbitos lapsos de memórias, em que estou guerrilhando com soldados americanos, com minha espada katana!!!, sempre soube que já tive uma, sabia que não era só impressão minha. Nesses sonhos, lapsos, transes, sei lá como posso chamar, eu era sanguinário, matador profissa! e casado com uma mulher, que tem uma semelhança incrivel com a Lucy Liu, ou seja, era feliz e não sabia. Hoje, moro em Teresina, tenho medo até da Renata contando "história de terror" e a Lucy Liu ,bem... ela abandonou a pacata vida de dona de casa dos séculos passados e ta aí pelo mundo, bitch! ;'( te pego ainda ;D. Afee, quero morrer de novo, para ver se dou a sorte de antes haijaijaij.

"A honra é um velho santo que não se festeja mais."

22 de setembro de 2007

calor: energia térmica em trânsito

Quente, abafada e escaldante.”Teresina chegou numa situação insuportável de quentura”. Essa frase já se tornou um clichê. Todo ano, nós, habitantes dessa “pacata” cidade, a partir do mês de setembro, que dizer, de agosto mesmo, começamos a perceber uma diferença no clima, essa diferença, é facilmente percebível, pelo fato, de nossa pele começa a arder cada vez que vamos ao centro, cresce um desejo, uma necessidade incontrolável de beber água constantemente, o nível de stress entre as pessoas triplica, além de que, seu rosto começa a ficar enrugado, de tanto fazer careta quando está andando na rua tentando diminuir a visão de um deserto escaldante. Não há ninguém que diga que já se adaptou, se houver, é porque essa pessoa:

. mora numa casa em que tenha ar-condicionado na sala, e em outros cômodos da casa

. só anda de carro, com o ar-condicionado ligado

. trabalha no Teresina Shopping, de 6h50am às 10:30pm

Mas não são todos, os que possuem esses privilégios. Para a maioria:

. ar-condicionado, só é ligado a noite, que é pra não gastar muita energia

. trabalha num ambiente, onde o único aparelho de ventilação ligado, é um ventilador de teto empoeirado, lento e que faz um barulho irritante, de que está preste a cair.

. ligar ar-condicionado do carro? Só se for, extremamente necessário, pois demora para esfriar, e além do que, gasta mais combustível

É até divertido assistir os noticiários e ler as manchetes dos jornais, onde previsões absurdas são feitas constantemente, em que a temperatura possa atingir graus alarmantes, como a 52°C. Não duvido muito que isso possa ocorrer daqui alguns anos, mas a temperatura subir +10°C em um ano, acho que nem Teresina consegue essa proeza, pelo menos espero:/. Além das matérias que são feitas, questionando o povo que passa na rua, sobre o clima da cidade. A cara de ódio mortal, das pessoas que são paradas pelo repórter que começa a fazer perguntas como “o que você está achando do clima de Teresina esse ano? piorou?” em plena escadaria da Igreja São Benedito ao meio-dia, é uma cena impagável, como assim doido?. Outro episódio ilário, é assistir a novela “Sete Pecados” pra ver a cara dos atores, subindo até o mais alto dos topos, só para receber aquele “bafão de calor” ( como minha mãe chama o vento daqui ), e chegando lá encima, com os olhos quase fechados, já que a luz intensa impede de abrir, eles dizem: eita lugar maravilhoso!!.

Eu não sou daqueles piauienses, que só sabe falar mal do estado, eu tenho simplesmente uma relação de “amor e ódio”, mas quando chega no “Br.o.bró” o lado negro da força me domina, e só consigo ter raiva de viver nesse calor insuportável.

13 de setembro de 2007

O que faz você feliz ?


De repente, a voz grave e poética do Arnaldo Antunes soa no seu ouvido :

- O que faz você feliz?

e você, numa fração de segundos, inconscientemente pensa : o que me faz feliz?




Acordar tarde
Acompanhar um seriado
Assistir o filme preferido da sua infância na “sessão da tarde”
Almoçar na casa da sua vó
Beijar sua mulher
Beijar sua namorada
Beijar uma periguete ("de catigoria", é claro)
Beber cachaça com uma turma antiga
Beber cachaça com sua galera de sempre
Beber cachaça na casa de um amigo, do amigo seu
Banhar de mar
Banhar de mangueira
Botar o sushi, todo de uma vez na boca
Botar a cara pra fora da janela do carro
Comprar uma camisa “de marca” e estorar o cartão da C&A
Correr na chuva
Comer sorvete, a tarde, no domingo
Comer pipoca com leite condensado
Comer morango com leite condensado
Contar uma piada
Cantar e dançar no chuveiro
Cantar no karaokê
Descer até chão, “perdendo a linha devagar”
Dançar um forró juntinho
Dar um trago no cigarro
Dar um abraço apertado na sua vó gordinha
Dar um beijo na sua mãe
Dar um presente para alguém que você goste
Dormir mais de 8horas num dia
Escultar uma boa música
Fazer uma música
Fazer nada
Fazer amor com sua mulher
Fuder com uma periguete
Fazer um gol
Fazer um ponto
..... uma sexta
Fazer artes com o nissin
Gritar com seu irmão
Gritar e chorar pela sua turma
Gaziar aula
Ir ao banheiro, depois daquela feijoada de domingo (feliz pelo fato, de soltar aquilo que ta querendo muito sair,sabe!?)
Ir ao cinema
“Jogar tudo pro alto”
Jogar baralho com seus amigos sexta-feira a noite
Ler seu livro preferido na rede da varanda
Leite puro + Nescau + água gelada = gororoba
Mergulhar na piscina
“Matar a saudade”
Não pensar nas conseqüência do amanhã, do que quer fazer agora
Ouvir Arnaldo Antunes
Parar, e simplesmente, pensar na vida uiii..
Queijo + Goiabada
Rolar no asfalto bêbado (é o que te deixa feliz no momento!, nem que no outro dia você acorde cheio de dores =D)
Relembrar o que te faz feliz (é mais nostálgio =/.. mas é feliz cara)
Receber um presente inesperado de alguém que goste (pode ser de qualquer pessoa, até uma tia distante né não!?, presentes sempre são bem-vindos ;D)
Rir de uma piada
Soltar uma gargalhada
Sexo com sua namorada
Si melar chupando manga
Sair todo cheio de hematomas do futebol de sabão
Tirar boas fotos
Tomar mingau
Ver um bom filme
Viajar... aaahh como me deixa feliz viajar.


ou você nem ouviu direito a pergunta, e não ta nem aí, afinal, é só uma propaganda de super-mercado.

9 de setembro de 2007

É O "E" "E", SEGUNDO "E", "E", SEGUNDO "E", É O "EEEEE.."


Setembro começou, e Outubro já está bem aí. Quando se trata de Olimpíadas Savinianas, esses dois meses sempre são muito corridos. Arrecadação do dinheiro pra tentar fazer uma camisa e abertura decente, o que quase nunca acontece, correria pra pedir os ofícios, procurando os mais variados tipos de patrocínios e os descontos mais inconvenientes pra os gerentes das gráficas, além de ter que ir as reuniões semanais do conselho olímpico para ouvir as decisões ridículas e incontestáveis tomadas por eles, e ainda ter que passá-las à sua turma, que geralmente fica revoltada, outras nem ligam, e há aquelas que digam que a culpa é dos seus representantes, isso tudo em meio de um stress constante de simulados, provas e às vésperas do vestibular.

Mas toda essa confusão tinha sua recompensa, a emoção de você escutar chamar sua turma e entrar naquela quadra em meio daqueles pais, freiras, professores, ex-alunos e uma gritaria estrondosa. Chegar a final do vôlei aos sons de tambores, choros e gritos, fazendo da gente naquele ginásio verdadeiros heptacampeão lutando por seu oitavo titulo, nos refrescando e se divertindo no auditório ao assistir as mais ilarias coriografias, os maiores barracos entre atletas e juizes, as festas e cachaças nas casas de quem você geralmente só viu uma vez, que foi na fila do lanche, as correrias da quadra pra ginásio, dos bebedouros para a lanchonete, as rivalidades entre certas turmas, e o tão esperado dia, o dia da entrega do troféu pra à “Campeã Geral”, que é dado à turma que ganhou o maior número de medalhas e fez uma melhor abertura. Porém, este ano e provavelmente os próximos, não serão mais assim.

Já faz alguns anos que as poderosas chefonas do colégio, tentam acabar com essa felicidade, tudo isso que eu escrevi com tanta amor e carinho, elas resumem a “bagunça”, o que não deixa de ser, mas o que elas querem mesmo é ser “estraga-prazeres”. Elas têm amenizado a situação, cortando os privilégios dados a nós de pouco em pouco, e também é assim, que a olimpíadas, tão esperada e desejada desde o começo do ano, vai perdendo sua essência. Esse ano, elas resolveram radicalizar:

.proibiram da 6ª série até a 2ªsérie do Ensino Médio de desenvolverem o tema sempre dado pelo conselho pra apresentar na abertura

.boa parte dos jogos não vão ser mais feitos no colégio, e sim na ufpi, em meio daquela manhã e tarde de domingo fervecente dos meses do “Br.o.bró”

.fiscalização das camisas, como se fossem pra checar as malas dos tripulantes de um possível ataque terrorista

.atestados médicos, seguro de vida e autorizações de pelo menos 5 membros da família.

A qualquer modo, elas querem transformar esse evento, que deixa lembranças, saudades, carinho, amigos, e ficam pra sempre em nossas memórias como dias inesquecíveis , em um simples programa que a instituição realiza, como tradição, organizado e bem feito ao ver dos outros. Mas o que me deixa eufórico, é que essas santíssimas freiras que julgam entender tão bem os jovens, depois de 20 anos, ainda não entenderam qual é a verdadeira “tradição” das Olimpíadas Savinianas.

1 de setembro de 2007

engenheiros e escritores




















- TAMBÉM JÁ RESOLVI!
- VOU SER ESCRITOR!, E DAQUELES QUE A MÃO CHEGA A TER CALOS E DOER DE TANTO ESCREVER!

....

- MAS POR QUE ESSA CANETA TÁ FALHANDO!?! ... AARRGG!!.. ACABOU A TINTA =/ ... OH SHIT!



descargas mensais

cantando no chuveiro